A curitibana Juliana Marins, 26, morreu após despencar de um penhasco durante uma trilha no Monte Rinjani, localizado na ilha de Lombok, Indonésia. A queda aconteceu na noite de 20 de junho, segundo relatos da família e testemunhas.
O acidente
Juliana escorregou e despencou entre 300 m e 500 m abaixo da trilha principal, ficando presa em um paredão difícil de acessar — com terreno escorregadio e forte neblina no local.
Resgate difícil e demorado
- Entrega de mantimentos: três horas após o acidente, socorristas chegaram até o local, levando água e comida, mas o terreno íngreme e o clima adverso impediam a retirada imediata.
- Drones térmicos e busca por visibilidade: a vítima foi detectada por drones térmicos e câmeras por volta de 23 de junho, em local a cerca de 500 m de profundidade, sem sinais vitais.
As buscas foram interrompidas várias vezes por condições climáticas (neblina e ventos fortes) e visibilidade precária. Algumas autoridades chegaram a afirmar que Juliana teria sido alcançada e assistida prontamente, mas tais informações foram depois retificadas — o governo indonésio admitiu falhas na comunicação.
Guia nega abandono
O guia da trilha afirmou ter permanecido próximo a ela e, ao perceber o desvio, esperou três minutos antes de descer para buscar ajuda. Relatou também ter acionado a equipe de resgate e aguardado orientação, mas sem equipamentos adequados para içar alguém em uma queda de ~150 m inicialmente.
Situação no parque
Apesar da tragédia, o parque nacional Gunung Rinjani seguiu com o turismo ativado. Centenas de visitantes foram vistos iniciando trilhas normalmente enquanto as equipes tentavam chegar até Juliana.
Relatos de negligência
Casos semelhantes já haviam sido relatados. Um engenheiro disse que, em 2024, foi abandonado por um guia no Monte Batur (Bali) e salvo por crianças locais sem treinamento, reforçando alertas sobre a falta de preparo e segurança em algumas trilhas indonésias.
A publicitária teve o corpo localizado por drones em 24 de junho, quatro dias após a queda. Seu pai seguiu para Bali para acompanhar os procedimentos finais. O caso levanta alertas sobre segurança, infraestrutura de resgate e responsabilidade de agências e guias que operam em trilhas perigosas e com terreno complexo.




