Com o início da temporada de frio, o Zoológico Municipal de Curitiba ajustou a dieta dos seus cerca de 1.800 animais, oferecendo refeições mais energéticas e acolhedoras. Diariamente são servidos aproximadamente 1.700 kg de alimentos, variando entre forragens (500–600 kg), hortifrúti e cereais (800–1.000 kg) e fontes de proteína (cerca de 100 kg de carnes, ovos e presas).
O objetivo principal é garantir o consumo de calorias necessárias para manter a temperatura corporal em animais homeotérmicos. Ingredientes termogênicos – aqueles que estimulam a produção de energia – são priorizados, incluindo pinhão, castanhas, espigas de milho cozido e outras sementes.

Para os animais com gostos mais exigentes, como primatas e ursos, a novidade é um cardápio especial com pão quente com mel, bolinho de carne assado e até polenta com frango, servido quentinho para ajudar na resistência ao frio.
“Para o inverno a gente aumenta a proporção de alimentos termogênicos para facilitar a produção de energia”, explica o chefe de nutrição dos animais, Carlos Grubhofer.
Detalhes sobre alimentação e organização
- A equipe de 48 funcionários atua das 8h30 às 15h30 para distribuir as refeições nos 165 recintos espalhados pelos 589 mil m² do zoológico.
- Animais menores, com menor reserva corporal, são alimentados primeiro e podem receber até quatro refeições diárias, enquanto outros têm uma ou duas refeições apenas.
- A variação na quantidade ingerida é grande: um sagui consome menos de 100 g/dia, enquanto um hipopótamo pode se alimentar com mais de 50 kg diariamente.
Conforto térmico e nutrição
Além das mudanças na dieta, o Zoo oferece abrigo térmico em recintos sensíveis ao frio – como barreiras contra o vento e luzes aquecedoras em áreas de aves. A nutricionista Susana Gilaverte destaca que a comida pode representar de 1% a 25% da massa corporal de cada espécie, variando conforme a necessidade energética.
A dieta de inverno inclui alimentos como polenta, coco, ovo cozido, mel, castanhas, sementes de girassol, frango, leite e outras fontes enriquecedoras, produzidas localmente ou adquiridas pela Prefeitura.
🐾 Conforto, saúde e conservação
Essas medidas fazem parte do cuidado contínuo com o bem-estar e a preservação de dezenas de espécies, muitas das quais ameaçadas e vindas de intervenção humana (tráfico, apreensões etc.). Com 43 anos de história, o Zoo de Curitiba conta atualmente com mais de 70% de animais resgatados e passou por modernização com mais de R$ 14 milhões em investimentos, incluindo novos recintos e melhorias na infraestrutura




