O desembargador Gabriel Zediro, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, determinou o afastamento de Ednaldo Rodrigues da presidência da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Esta é a segunda vez que Ednaldo é retirado do cargo por decisão da Justiça comum desde que assumiu a liderança da entidade máxima do futebol brasileiro.

Com a decisão, quem assume temporariamente o comando da CBF é o atual vice-presidente, Fernando José Sarney, até que uma nova diretoria seja eleita e empossada.
A decisão do magistrado se baseia em suspeitas envolvendo um acordo firmado em 2022, que encerrou uma ação judicial contestando a eleição de Ednaldo. O documento em questão teria sido assinado por dirigentes da entidade, incluindo o ex-presidente Antônio Carlos Nunes de Lima, conhecido como Coronel Nunes. No entanto, perícias apontam que a assinatura atribuída a Nunes é inválida, levantando a possibilidade de falsificação.
O desembargador declarou: “Declaro nulo o acordo firmado entre as partes, homologado outrora pela Corte Superior, em razão da incapacidade mental e de possível falsificação da assinatura de um dos signatários, Antônio Carlos Nunes de Lima, conhecido por Coronel Nunes.”
Laudos periciais sustentam a tese de falsificação, e a questão chegou a ser levada ao Supremo Tribunal Federal (STF) pela deputada Daniela do Waguinho (União) e por Fernando Sarney. Contudo, uma decisão do ministro Gilmar Mendes devolveu o caso à Justiça do Rio de Janeiro. O desembargador também solicitou o depoimento de Coronel Nunes, que não compareceu, alegando problemas de saúde.




