
O embaixador do Brasil em Roma, Renato Mosca de Souza, demonstrou preocupação com o decreto do governo Meloni que restringe o reconhecimento da cidadania italiana por descendência (jus sanguinis). Segundo ele, a medida foi apresentada sem diálogo com as comunidades afetadas e pode dificultar o acesso de milhares de ítalo-descendentes, especialmente na América do Sul.
Mosca afirmou estar otimista com a possibilidade de mudanças durante a tramitação no Parlamento italiano, que deve votar o texto até 26 de maio. O decreto limita o direito à cidadania a filhos ou netos de italianos, excluindo gerações mais distantes.
A embaixada já trabalha, desde março, para sensibilizar os parlamentares sobre a importância de manter o direito histórico. O diplomata acredita que os processos em andamento nos consulados e na Justiça serão concluídos com base nas regras atuais e que o relacionamento entre Brasil e Itália seguirá fortalecido.




