Curitiba lidera os pedidos de refúgio de cubanos no Brasil em 2025, concentrando 93% das solicitações feitas entre janeiro e março. Pela primeira vez em dez anos, os cubanos ultrapassaram os venezuelanos no número de pedidos formais de refúgio no país. A capital paranaense tem sido vista como um destino promissor por causa da sua qualidade de vida, segurança e infraestrutura de serviços públicos. Esses fatores, somados ao apoio humanitário e institucional, têm atraído cada vez mais migrantes da ilha caribenha em busca de recomeço.

Muitos cubanos chegam a Curitiba por meio de redes familiares e de conhecidos, e encontram na cidade uma estrutura sólida de acolhimento. A prefeitura, em parceria com organizações como a Cáritas e universidades como a UFPR, oferece aulas gratuitas de português, atendimento psicossocial, assistência jurídica e encaminhamento ao mercado de trabalho. Os setores com maior absorção de migrantes incluem alimentação, comércio e serviços. A Semana Emprega Curitiba é um dos eventos que vêm facilitando o acesso dos refugiados a oportunidades de emprego formal.
Além do suporte imediato, a cidade também trabalha na construção de uma Política Municipal para a População Imigrante e Refugiada, atualmente em tramitação na Câmara Municipal. O objetivo é garantir acesso permanente a direitos como saúde, educação, moradia e proteção social, além de combater a xenofobia e fortalecer a convivência multicultural. Com essas iniciativas, Curitiba se consolida como um polo de acolhimento e inclusão no cenário nacional, oferecendo aos migrantes cubanos não apenas abrigo, mas condições reais para reconstruírem suas vidas com dignidade.




