O Ministério da Saúde confirmou a inclusão do implante contraceptivo de etonogestrel no rol de métodos disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS). O dispositivo subdérmico, que permanece ativo por até três anos, será fornecido gratuitamente a mulheres enquadradas em critérios específicos de vulnerabilidade.
O SUS focará na distribuição para mulheres entre 18 e 49 anos, com perfil de maior risco reprodutivo, incluindo pessoas em situação de rua; com HIV/Aids em uso de medicamentos como dolutegravir; usuárias de talidomida; privadas de liberdade; profissionais do sexo; e em tratamento para tuberculose com uso de aminoglicosídeos.
O implante, popularmente conhecido como Implanon, é um bastão de silicone com 4 cm, liberando continuamente 68 mg do hormônio etonogestrel no organismo. Ele impede a ovulação e altera o muco cervical para bloquear espermatozoides — com eficácia superior a 99 %, comparável a métodos intrauterinos.
Antes da aprovação, a inclusão foi analisada pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec). Embora inicialmente recomendada apenas para casos específicos, a avaliação avançou para atender a um grupo mais amplo, com consulta pública recente.
Diferente de métodos que exigem manutenção constante — como pílulas ou preservativos —, o implante oferece proteção contínua sem necessidade de ação diária, reduzindo significativamente o risco de falhas por uso inadequado .
A introdução do método no SUS representa um avanço na expansão de acesso a contraceptivos eficazes e de longa duração. A medida reforça as políticas de planejamento familiar e busca atender populações vulneráveis, oferecendo autonomia reprodutiva com segurança e praticidade.




